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Pesquisa acadêmica

Bussola que indica percurso na pesquisa acadêmica

Hoje vou falar sobre expectativas em relação ao percurso da pesquisa acadêmica.

De um lado o orientando

É normal, especialmente, quando se está no mestrado, esperar que o orientador vá dizer como se faz pesquisa, como se define objetivos, como se trata revisão bibliográfica, para quê ela serve, como se busca os autores para fundamentar o texto, o que é metodologia.

Do outro lado, o orientador

Na outra ponta, temos o orientador, que também tem expectativas, entre elas que o aluno que passou por quatro anos de graduação, que leu textos acadêmicos, ou seja, outras pesquisas, que frequentou congressos e seminários, mesmo que somente no seu campus, afinal viajar para congressos é muita areia para o caminhãozinho de quem ainda não se formou! Que o aluno tenha disfrutado das disciplinas de Metodologia da Pesquisa normalmente ofertadas nos semestres finais da formação.

Fora isso, caso esteja no mestrado, para ser selecionado, houve provavelmente um processo de seleção que avaliou um projeto de pesquisa escrito pelo candidato, o que já deveria indicar que há domínio sobre o fazer pesquisa.

Veja que conflito que surge aqui!

O professor, salvo raras exceções, não irá lhe ensinar a fazer pesquisa, a função dele é discutir a pesquisa com você, assim, em vez de ensinar a construir os objetivos, ele vai dialogar como e por que você optou por esse objetivo e não por aquele, ele vai promover em você a reflexão sobre as teorias lidas ou a ler, enfim, ele é um interlocutor teórico.

O/A mentor/a

Logo, o trabalho da mentora não se confunde, nem conflita com o do orientador. O mentor dialoga em termos de estrutura do trabalho, de percurso, de como dizer de maneira acadêmica os achados da pesquisa, ou seja, como dominar essa escrita.

A mentora lhe impulsiona nos momentos difíceis, pois está acompanhando cada passo. Além, disso, a mentoria vai além, auxiliando-o, muitas vezes, a descobrir como ler, como anotar, como organizar os dados.

Os diálogos

Uma vez que você começa a compreender a dinâmica de pesquisa e se apropriar dela, vai se colocando em condições do diálogo com o orientador. Ah! mas meu orientador é muito ocupado! Em algum momento ele vai lhe atender e você estará pronto para o diálogo. Em algum ponto do percurso ele vai ler teu texto e vai poder fazer valiosas contribuições, já que agora ele tem um bom texto nas mãos. Afinal, o texto é a maior expressão do seu domínio sobre o que está fazendo. Como dizemos, “o texto não mente”!

Por isso abandone as expectativas vãs.

Sugerimos a leitura do post “xxx” e as postagens de marciasagaz.mentoria.

Seguimos!

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Márcia Sagaz

Mestre em Linguística – Sociolinguística/Política Linguística, pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC (2013)

Título da Dissertação: Projeto Escolas (Interculturais) Bilíngues de Fronteira: análise de uma ação político-linguística.

Licenciada em Letras – Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, pela Universidade Federal de Santa Catarina (2009).

Especialista em Design Instrucional, pelo SENAC.