O que você quer que o seu texto diga sobre você? Essa é a pergunta que não quer calar e depois das dicas sobre citação da semana passada, hoje, quero falar sobre a organização do texto acadêmico e sua consequente aparência que, na minha maneira de perceber, estão ligadas, entre outras coisas, à forma como o pesquisador se relaciona com a sua pesquisa.
É comum, o acadêmico pensar que “uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”. Mas invariavelmente trabalhos mal apresentados do ponto de vista da forma são também desorganizados da perspectiva do conteúdo.
Claro, que o trabalho de revisão de texto e normalização ABNT (entre elas as: 14724, 6022, 6021, 6024, 6029, 6024, 15287), executado pelo revisor, está aí para deixar tudo arrumadinho no padrão prescrito.
Mas antes disso, ou melhor, para além disso, há a organização estabelecida por quem escreve. Há o cuidado (ou não) com o texto, com os dados, com o registro, com as fontes.
Quando digo cuidado, isto é, organização do texto acadêmico, estou me referindo, entre outras coisas, a:
- ter atenção na digitação
- formatar o arquivo antes de começar a escrever
- estabelecer um sistema de registro
- construir boas paráfrases
- estabelecer padrões
- não ser negligente com as fontes
Ou seja, é ser zeloso com o texto, afinal ele é a materialização da pesquisa. É ter clareza do percurso que está percorrendo, pois sem isso não se faz ciência!
O texto é uma entidade que se modifica, que se transforma e que – pasme – nos revela!
Então, o que você quer que o seu texto diga sobre você?
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